Nome cientifico: Melissa Officinalis L.
Nome: popular: Melissa, Erva cidreira verdadeira, Erva cidreira de folha ou rasteira, chá da Franca
Família: Labiatae

Habitat
Desenvolve-se em locais sombrios e úmidos e é sensível a geadas.
De preferência, o cultivo deve ser feito em terrenos próximos a matas, arroios e rios, em locais frescos e sombreados.
É uma planta típica de climas temperados, mas quente.

 

Características da planta (aspecto agronômico)
Planta arbustiva de 20 a 80 cm de altura, folhas ovais serradas, as flores são inicialmente brancas ou tornam-se rosadas.
Quando ainda jovem, a planta toda emana um suave e agradável odor de limão, e quando esmagada esse odor fica mais forte, o sabor é adocicado e um pouco amargo.
A planta idosa exala um odor que já não é muito agradável.

 

Historia (origem)
A melissa cujo nome evoca o mel é efetivamente uma das melhores plantas melíferas.
Considerada uma planta mediterrânea, é originaria da Europa e Ásia.
Enquanto nova exala um aroma suave, desaparecendo com a secagem.
Os árabes introduziram a planta medicinalmente no século X, especialmente para os casos de ansiedade e depressão. Este conceito foi retomado por um fitoterapêuta no inicio do século XX, que a indicava para fazer desaparecer “as crises de mau humor” nas jovens mulheres débeis.

 

Composição química
- ácido rosmarinico, caféico, clorogênico
- ácido triterpênicos: ácido ursólico e oleânico
- sesquiterpenos: entre eles o cariofileno
- taninos 4%
- glicosídios flavônicos
- matérias resinosas
- álcoois: citranelol (6 a 8%); linalol (12 a 14%); geraniol (12 a 20%)
- óleo essencial: aldeídos insaturados (citral 4 a 5% e citronelal 3 a 4 %)

 

Propriedades terapêuticas
A atividade sedativa situa-se ao nível do sistema límbico o qual tem um papel importante no controle e integração das emoções.
É indicado para dores de cabeça, ansiedade e nervosismo.
Para insônia depois da alfazema é a erva mais indicada.
É também indicado para cólicas intestinais advindos de problemas nervosos. A erva favorece a secreção da bile e tem efeito regulador nas secreções gástricas.
Possui ação hipotensora (que baixa a pressão sanguínea), é tônica do coração e sistema circulatório, causando dilatação periférica nos vasos, e queda da pressão sanguínea. Age como adjuvante nos distúrbios menstruais.
A ação colerética (que ativa a produção e a secreção da bile) da folha de melissa é provavelmente devida à ação do ácido rosmarínico.

 

Modo de usar
Para insônia – tomar de 15 a 30 gotas da tintura 1 hora antes de dormir.
Para melhor efeito usar a tintura na dosagem normal, 15 gotas 3 vezes ao dia durante 10 dias.
Chá das folhas – infuso, tomara três xícaras de chá ao dia durante 10 dias.
Banho – tomar o banho com o maço de melissa bem generoso, pode-se intercalar com a alfazema e o capim limão durante 10 dias.

 

Ervas de corte.
Pode-se ter a erva em pote com água na cozinha para o uso das folhas frescas na manipulação do chá noturno.

 

Meridiano onde a melissa atua
Baço Pâncreas e Estômago.
Erva de aroma doce.

 

Partes governadas
Baço Pâncreas, estômago, carne, sistema imunológico, céu da boca, gengiva, bochecha e lábios.
Quando em desequilíbrio o organismo fica vulnerável a doenças infecciosas e o sistema imunológico é prejudicado.
O individuo pode ter dores generalizadas advindo de gripe e aftas na bochecha.

 

No emocional
Em desequilíbrio pode trazer excesso de preocupação, idéia fixa, pensamentos obsessivos. As pessoas se tornam muito metódicas e carentes.
Para estes tipos de problemas tanto no físico como no emocional devemos usar a melissa nas formas e dosagens prescritas acima.
Não ultrapassar a dose diária (três vezes ao dia) nem a periodicidade de 10 dias, pois podem ocasionar efeito contrario pode-se usar o chá ou a tintura.

 

Contra indicações
Evitar o uso nos casos de hipersensibilidade.
Obs. Em gestantes a compressa de suas folhas evita o entupimento mamário.
No caso de distúrbios digestivos pode ser combinado com a camomila (matricaria chamomilla).
Para o estresse, tensão nervosa e insônia pode-se combinar com a lavanda (lavandula officinalis). Neste caso diluir no mesmo copo de água 15 gotas de cada tintura 1 hora antes de dormir.

 

Parte da planta emprega
Partes aéreas.

Cultivo
A propagação: obtem-se mudas através de estacas (20cm), provenientes da planta mãe, ou por sementes nas estufas de sementeira.
No canteiro de 1 m² pode-se colocar 6 mudas.
O solo dos canteiros deve ser bem nutrido, terra de boa qualidade, húmus, esterco e areia grossa em partes iguais.
Colheita: após o 6º mês, no período de pré-floração, colhem-se os ramos. Podar sempre as partes de baixo, não mais que 1/3 da planta.

Atencão: Nunca use nenhuma erva sem consultar seu médico ou fitoterapeuta.