Nome cientifico: Passiflora alata Dryand
Nomes populares: Maracujá, Sucurujá, Sucururá, Maracujá-mirim, maracujá-roxo
Família: Passifloraceae

Habitat
O maracujá é originário da América tropical, que necessita de temperaturas elevadas e só se aclimata bem nas regiões temperadas. Prefere clima quente e úmido.

Característica da planta (aspecto agronômico)
Trepadeira arbustiva, cujos galhos alcançam até 10 m de comprimento e que se fixam no apoio por meio de gavinhas. As folhas são alternas, internas, ovadas, lisas e pontudas, com pecíolos contendo 2 ou 3 pares de glândulas e 2 estípulas ovais. As flores são grandes, axilares e de coloração azul-lilás. O fruto é uma baga oval, alongada, de casca fina, de cor amarela e bem resistente, contendo em seu interior numerosas sementes de cor escura, cercadas de um arilo mucilaginoso, esbranquiçado, translúcido e doe-acidulado.

Historia (origem)
O maracujá é originário da América tropical.
Suas flores lembram os instrumentos utilizados na crucificação de Cristo, daí ser reconhecida em outros idiomas por flor-da-paixão, e são de grande efeito ornamental.
Em 1867, os estudos de um investigador americano chamaram a atenção para a passiflora e demonstraram o seu grande interesse para medicina com sedativo e antiespasmódico.

Composição química
Alcalóides indólicos (harmana, harmina, harmol, harmalina), flavonóides (vitexina, isvitexina, orientina, 0,55g % de apigenina), glicosídeos cianogênicos, álcoois, ácidos, gomas, resinas, taninos.

Propriedades terapêuticas
Devido ás frações alcaloidicas e flavonóidicas, o maracujá tem uma ação sedativa do sistema nervoso central e tranqüilizante e antiespasmodica da musculatura lisa.
A passiflora é similar a morfina e é um medicamento de grande valor terapêutico como sedativo e que apesar de narcótico, não deprime o sistema nervoso central.
O seu uso diminui por instantes a pressão arterial e ativa a respiração, deprimindo a porção matriz da medula.
Possui efeitos analgésicos o que justifica o seu emprego nas nevralgias.

É indicado para
Estado depressivo em virtude do alcoolismo, ansiedade, estados nervosos, insônia, hemorróidas, reumatismo, inflamações cutâneas, erisipela, perturbações nervosas da menopausa, histeria, normalizador da pressão arterial, dores de cabeça de origem nervosa, taquicardia nervosa.

Modo de usar
Chá infuso das folhas (as folhas devem ser colhidas quando aparecem os primeiros frutos maduros, e estes somente quando estão completamente maduros).
• Tomar três xícaras de chá ao dia durante 10 dias (adulto)
• Tintura 15 gotas diluída em um pouco de água três vezes ao dia durante 10 dias (adulto).
Tomar o chá ou a tintura.

Ervas de corte
As folhas devem ser secas em um local ventilado, sem umidade e sem a incidência solar (sombra). Depois de secas armazena-las em potes de vidro ou sacos de papel.
Os frutos podem se guardados na geladeira.

Meridiano onde o maracujá atua
Coração, intestino delgado, sistema circulatório, sangue, veias, vasos e língua.
Quando em desequilíbrio pode ocasionar, palpitações, insônia, inflamações cutâneas, hemorróidas, problemas cardíacos, ulcera gástrica, problemas de gases, sudorese, ondas de calor, aftas na língua.
Obs. No verão estes problemas tendem a se agravar (calor).

No emocional
Em desequilíbrio pode deixar o individuo em estado de histeria, ansiedade excessiva, insônia, verborragia, estados nervosos, tristeza, efervescência mental, dúvida, falta de seletividade e insegurança devido ao excesso de pensamentos e a falta de seletividade.
Quando em equilíbrio este meridiano traz entusiasmo, alegria e aquecimento, trazendo de volta a segurança, a harmonia e o equilíbrio.
Para estes tipos de problemas tanto no físico como no emocional devemos usar o maracujá nas dosagens prescritas acima.
Não ultrapassar a dose diária (três vezes ao dia) nem a periodicidade de 10 dias, pois podem ocasionar efeito contrario. Pode-se usar o chá ou a tintura.

Contra indicação
Pessoas com hipotensão.
Deve-se controlar o uso das folhas na forma de chá, pois existem riscos de intoxicação cianídrica conseqüente ao uso de doses exageradas.

Parte da planta empregada
Folha, fruto e semente.

Cultivo
A reprodução é feita por sementes. (estufa de sementeira)
Para se ter frutos é necessário plantar várias mudas, pois o pólem das flores são bissexuadas, isto é, não são autofecundáveis. A polinização das flores é feita pela abelha mamangaba, que faz ninhos em tocos de madeira mole, que devem ser colocados pertos das plantas.
O solo deve ser bem drenado, rico em nutrientes, terra de boa qualidade, areia grossa, húmus e esterco em partes iguais.
No canteiro de 1m² pode-se colocar 1 muda.
Transplante após o enraizamento no viveiro deve ser perto de uma parreira para que a planta possa subir.

Atencão: Nunca use nenhuma erva sem consultar seu médico ou fitoterapeuta.