Nome científico: Equisetum arvense L.
Nomes populares: Cavalinha, Cauda-equina, Cauda-de-raposa, Equiseto, Lixa-vegetal.
Família: Equisetaceae

 

Habitat
Local ensolarado, meia sombra.

 

Característica da planta (aspecto agronômico)
Herbácea que apresenta rizoma horizontal, sobre o qual se desenvolvem verticalmente dois tipos de caules aéreos, os férteis e os estéreis, que são ocos, e podem atingir até 30 cm de altura.
São curtos, de cor branco-amarelado na base e vermelho escuro na ponta, onde fica a espiga. Contêm esporângios que emitem numerosos esporos. Possui pequenas folhas em forma de agulhas emendadas é uma planta que não possui flores e conseqüentemente, sementes.
Os caules estéreis, que alcançam até 50 cm de altura, de coloração esverdeada, são fistulosos, estriados, com nós compostos de tabique de separação, e externamente de uma bainha membranosa seca.

 

Historia (origem)
A cavalinha é um dos seres vivos mais antigos do planeta. Data do período Paleozóico, quando bosques inteiros de cavalinha gigante, de até dez metros de altura por dois metros de diâmetro, cobriam enormes extensões de pântanos.
Hoje é uma miniatura exata da sua ancestral.
Seu nome latino deriva de equi = cavalo e setum = cauda.
Originaria da Europa, possui um enorme teor de sílica, tão grande que já foi usada para polir metais e madeira, graças ao seu poder abrasivo. As donas de casa do século passado usavam cavalinha para limpar e polir as panelas.

 

Composição química
Acido sílico (10-15%) – fonte de silício e compostos hidrossolúveis de sílica.
Taninos
Saponinas: equisetonina 1 a 5 %.
Flavonóides: isoquercetina, equisetrina, canferol e galeitenonina, fitosterol.
Vitamina C
Alcalóides: metosapiridina, nicotina, palustrina.
Compostos inorgânicos: Ca, Mg, Na, F, Mn, Si, S, P, Cl e K cerca de 2,1 a 2,9%.
Pequenas quantidade de óleos.
Ácidos orgânicos: acido gálico, málico, oxálico.
Susbstancias amargas
Trioficerídeos: ácidos oléico, esteárico, linéico e linolênico.

 

Propriedades terapêuticas
Problemas ósseos, enfermidades renais e das vias urinárias, inflamação da próstata, hemorragias nasais, renais, menstruação excessiva, afecções articulares.
A cavalinha atua de maneira específica em casos de inchaço e inflamação da próstata como antiinflamatória.
Estimula o metabolismo cutâneo, acelera a cicratização e aumenta a elasticidade de peles secas e senis, atuando como hidratante profundo.
Ajuda a recuperar a pele e ferimento pela sua ação vulneraria.
Para frieiras, feridas, afta, ulcera varicosas, tonifica e revitaliza unhas, pele secas e senis.

 

Modo de usar
Decocção das folhas, 30 cm das folhas cortadas em 1 litro de água.Deixar ferver por 20 minutos. Coar e tomar. A primeira xícara será quente, as restantes (duas xícaras) na temperatura ambiente.
Tomar três xícaras de chá ao dia durante 10 dias (adulto)

 

Ervas de corte
Pode-se introduzir no ambiente vasos com a erva fresca em corte. São vasos decorativos geralmente usados em entradas de ambientes. Para armazenar devemos cortar a parte aérea, em pedaços de 10 cm, deixar secar, guardar em potes de vidros na cozinha usar sempre que preciso para os problemas citados acima chá em decocção.

 

Meridiano onde a cavalinha atua
Rim e Bexiga

 

Partes governadas
Rim, bexiga, cabelo, ossos, dentes e sistema nervoso, quando em desequilíbrio pode ocasionar problema de osteoporose, quebradura dos ossos, problemas de articulação, artrite, artrose, unhas fracas, queda de cabelo, retenção de líquidos, inchaço, hérnia de disco e problema de próstata.
Obs. No inverno estes problemas tendem a se agravar (frio)

 

No emocional
Em desequilíbrio pode ocasionar medo, frustração e sentimento de abandono.
Para estes tipos de problemas tanto no físico como no emocional usar a cavalinha nas dosagens prescritas acima. Não ultrapassar a dose diária (três vezes ao dia) nem a periodicidade de 10 dias, pois podem ocasionar efeito contrario.
Pode-se usar o chá ou a tintura.
Quando em equilíbrio este meridiano trás vitalidade e otimismo.

 

Contra indicação
Disfunção cardíaca ou renal.

 

Efeitos colaterais
Não apresenta efeitos colaterais, quando usado em doses terapêuticas.
Não ultrapassar a dosagem prescrita.

 

Parte da planta empregada
Parte aérea (caule estéril)

 

Cultivo
Não possui sementes.
Sua reprodução é por estacas da planta mãe.
Bastam separar os nós para se obter estacas na preparação de novas mudas.
Colocar três estacas em cada muda.
Para cada m² pode-se colocar 10 mudas prefere solos férteis, terra de boa qualidade, húmus, esterco e areia grossa em partes iguais.
A poda para colheita da folhagem deve ser feita após 6 meses de plantio no jardim.

Atencão: Nunca use nenhuma erva sem consultar seu médico ou fitoterapeuta.